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Nova geração muda a cara do mercado de trabalho brasileiro


 Achamada geração Y, jovens entre 20 e 30 anos, é imediatista, gosta detecnologia e não abre mão de um bom ambiente no emprego. Esses novosprofissionais estão mudando a forma de trabalhar em muitas empresas.

Os jovens queestão entrando no mercado de trabalho cresceram cercados por tecnologia. Quandoum jogo ou uma etapa acaba, um outro começa.
JH:O que você deseja quando entra numa empresa?
“Principalmentedesenvolvimento e aprendizado”, declara Ana Carolina, estagiária, 22 anos.
 “A possibilidade de crescimentoprofissional”, afirma Rubia Polegato, engenheira, 25 anos.
 “Desenvolvimento no médio e curtoprazo”, responde Marco Chiara, administrador, 23 anos.
 “Desenvolvimento profissional”, dizElisa Mota, psicóloga, 23 anos.
JH:Ninguém aqui leva em conta apenas salário. A empresa tem que oferecer mais doque isso.
Elisa,Marco e Rubia acabam de deixar a faculdade Ana Carolina ainda é estudante.Todos sonham com um emprego, mas não pode ser qualquer um.
Umapesquisa com 35 mil jovens revelou que a empresa dos sonhos precisa oferecer,em primeiro lugar, um bom ambiente de trabalho, seguido de desenvolvimentoprofissional e qualidade de vida.
“Essageração que ficou sozinha em casa, teve que fazer suas atividades lá fora, ojudô, a natação, o inglês. Que foi encontrando prazer na escola e nas suasatividades, então quer replicar isso no ambiente de trabalho, não quer só fazera tarefa, quer ser recompensada não só com dinheiro, mas com esse prazertambém”, avalia Maira Habimorad, consultoria especializada em recrutamento eseleção.
Menosda metade dos jovens da pesquisa trabalha fora. Trinta e seis por centoprocuram um emprego. “Meus pais me dão um suporte financeiro. E até mesmo dizem:‘acho que você tem que fazer o que você gosta, deve entrar numa empresa quevocê se da bem. Não o que aparecer é lucro’”, comenta Rubia Polegato.
JH:Vocês aceitam trabalhar numa empresa que são obrigados a passar do horáriosempre?
“Nocomeço sim, mas depois, por muito tempo, não!”, diz Rubia.
 “Eu acho que concordo. No principio sim,mas eu acho que começaria a pesar depois”, diz Ana.
 “Sim, desde que houvesse reconhecimentopelo meu trabalho feito”, afirma Marco.
JH:E o chefe que grita. Vocês aceitariam trabalhar numa empresa assim?
“Éum pouco complicado de lidar com um chefe muito agressivo, que acaba sendoarrogante”, avalia Marco.
 “De jeito nenhum. Eu acho que ninguémtem direito, por mais que seja o meu chefe”, diz Rubia.
 “Também não. Um chefe que ensina, masnão um que grita”, responde Ana.
JH:Fofoca?
“Euacho difícil, talvez trabalharia, mas tentaria lidar de outra maneira”, dizAna.
 “Trabalharia porque é inevitável”,comenta Rubia.
JH:Em quanto tempo você esperar atingir o auge da sua carreira?
“Nóssomos realmente uma geração bem imediatista. Eu acho que no momento em que agente tem esse objetivo claro, a gente já quer alcançar ele de uma vez,atropelando todo o caminho”, comenta Elisa.
“Eume formei, tenho a base que eu tenho para conseguir rápido. Lógico, eu não vouatropelar algumas etapas, mas eu quero um reconhecimento rápido. A gente seprepara tanto. Eu não quero ter 50 anos e daí sim atingir meu alvo”, declaraRubia.
Apesarde toda essa vontade, desse imediatismo, uma dica importante:
JH:O que eles precisam aprender?
“Queessas coisas levam tempo. Tem que ter paciência. E muitas vezes falta umentendimento de que a base escolar, a base acadêmica não é suficiente parafazer gestão de pessoas, ou para liderar um negócio. Que a experiência é quefaz a diferença e isso só vem com o tempo”, comenta a consultora.
 

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